Capital para uma economia com identidade
O Banco Sul-Americano de Negócios Indígenas é uma iniciativa em desenvolvimento inspirada na proposta formulada por Alfredo Sfeir Younis durante sua participação no 2º Fórum Sul-Americano de Negócios Indígenas. A visão propõe avançar para uma arquitetura financeira capaz de compreender as características, valores, territórios e necessidades próprias das economias indígenas.
A proposta parte de uma pergunta central: se os negócios indígenas integram identidade, território, comunidade e sustentabilidade em sua maneira de criar valor, como deveriam ser desenhados os instrumentos e critérios financeiros destinados a acompanhá-los?
Uma ideia com trajetória
Alfredo Sfeir Younis desenvolveu uma extensa carreira internacional em economia, meio ambiente e desenvolvimento. Trabalhou no Banco Mundial entre 1976 e 2005, onde ocupou responsabilidades como economista de recursos naturais, representante especial junto às Nações Unidas e assessor principal. Sua experiência em financiamento do desenvolvimento e sustentabilidade dá contexto à proposta apresentada ao Fórum.
No 2º Fórum, ocasião em que foi distinguido como Embaixador do Fórum Sul-Americano de Negócios Indígenas, Sfeir compartilhou sua visão de uma instituição financeira orientada aos povos indígenas. Essa ideia inspirou a conversa com nações e atores da América do Sul interessados em explorar caminhos para materializar uma iniciativa financeira construída a partir de suas próprias realidades.
Cusco 2026: da visão à conversa de negócios
Durante o Fórum Sul-Americano de Negócios Indígenas de Cusco 2026 será realizada uma Mesa de Negócios em torno desta iniciativa. Será uma instância para reunir olhares indígenas, empresariais, técnicos e institucionais e começar a discutir condições, necessidades, alianças e possíveis caminhos de implementação.
Não se trata apenas de financiar negócios indígenas. Trata-se de explorar como seria uma instituição financeira desenhada a partir da realidade econômica dos próprios povos.