INDIGENIERÍA APLICADA Em desenvolvimento

Selo Indígena

Projeto para desenvolver e validar um selo de identidade, origem e sustentabilidade de produtos indígenas, mediante colaboração com comunidades, universidades e fundações.

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Emblema circular de tramas entrelazadas que representa identidad, confianza y colaboración territorial. INDIGENIERÍA
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IMPACTO
MODELO INDIGENIERÍA 6/6

etapas documentadas

DA VISÃO À AÇÃO

Como este projeto é construído.

Desafio

Tornar verificáveis atributos de identidade, origem e produção indígena, construindo confiança sem enfraquecer a autoridade cultural das comunidades.

Território

Vocação sul-americana, com desenvolvimento progressivo junto a comunidades, empresas e organizações indígenas dos territórios participantes.

Conhecimento

Saberes produtivos, identidade, técnicas tradicionais, sustentabilidade e participação comunitária, articulados com pesquisa sobre certificação, confiança e comportamento de compra.

Inovação

Cocriação de critérios, governança, protótipos de selos e mecanismos de rastreabilidade, com validação participativa e estudos de mercado.

Mercado

Diferenciação de produtos indígenas e conexão com compradores mediante atributos verificáveis. Articulação com Mercado Indígena e o Fórum Sul-Americano de Negócios Indígenas.

Impacto

Busca-se fortalecer confiança, reconhecimento da origem, oportunidades comerciais e benefício comunitário. Os efeitos serão avaliados mediante pesquisa e pilotos; ainda não há resultados validados.

Identidade que gera confiança e oportunidades

Selo Indígena é um projeto da Indigeniería orientado a desenvolver um sistema de certificação que permita reconhecer e tornar verificáveis atributos de identidade, origem, produção e sustentabilidade de produtos indígenas. Busca conectar conhecimento territorial, participação comunitária e ferramentas de verificação com novas oportunidades de mercado.

O projeto parte da proposta publicada no Mercado Indígena e abre uma agenda de cocriação, pesquisa e validação junto a comunidades, empresas, universidades e fundações. Seu desenvolvimento requer definir o que se certifica, quem verifica e como os povos indígenas participam das decisões.

Dez princípios para construir o Selo

  1. Autenticidade cultural: refletir a cultura e as tradições do povo indígena de origem.
  2. Matéria-prima local: promover materiais obtidos de maneira sustentável no território.
  3. Técnicas tradicionais: reconhecer os métodos e saberes produtivos próprios das comunidades.
  4. Participação comunitária: envolver as comunidades e assegurar seu benefício econômico e social.
  5. Sustentabilidade ambiental: reduzir impactos e contribuir para conservar a biodiversidade.
  6. Transparência e rastreabilidade: tornar verificável o percurso do produto desde sua origem até o consumidor.
  7. Qualidade e segurança: estabelecer critérios que respaldem a integridade e confiabilidade do produto.
  8. Inovação com identidade: incorporar novas soluções respeitando e enriquecendo a identidade cultural.
  9. Equidade de gênero: promover igualdade na produção e comercialização.
  10. Benefício comunitário: favorecer uma distribuição justa dos benefícios para as comunidades produtoras.

Estes princípios constituem a base de trabalho. Sua aplicação, alcance e mecanismos de avaliação deverão ser desenvolvidos e validados com os atores participantes, atendendo às particularidades de cada território e categoria produtiva.

Uma rota de certificação para desenvolver e validar

A proposta do Mercado Indígena contempla dez etapas:

  1. Solicitação inicial e descrição de produtos e processos.
  2. Avaliação preliminar de requisitos.
  3. Auditoria de campo em instalações e comunidades.
  4. Revisão documental de origem, produção e sustentabilidade.
  5. Relatório de avaliação e oportunidades de melhoria.
  6. Plano de melhoria, quando aplicável.
  7. Certificação provisória uma vez cumpridos os requisitos.
  8. Monitoramento e acompanhamento.
  9. Renovação da certificação, com periodicidade anual proposta.
  10. Comunicação e promoção dos produtos certificados.

Esta rota faz parte do desenho do projeto. A governança, os protocolos, as capacidades de auditoria e as condições de uso do Selo são matérias de desenvolvimento e validação.

Uma agenda de colaboração com universidades e fundações

Convidamos instituições interessadas em pesquisa aplicada, desenvolvimento econômico indígena, sustentabilidade e inovação social a construir uma agenda de trabalho com Indigeniería. Buscamos articular capacidades acadêmicas, conhecimento territorial e experiência empresarial junto ao Fórum Sul-Americano de Negócios Indígenas e Mercado Indígena.

A agenda proposta contempla três linhas de trabalho:

  1. Cocriação territorial e governança: entrevistas e oficinas com empresas, organizações e autoridades indígenas para identificar atributos verificáveis, limites culturais e mecanismos legítimos de decisão.
  2. Desenho e compreensão do Selo: desenvolver protótipos e avaliar como são compreendidas mensagens sobre propriedade indígena, elaboração, origem territorial ou autorização comunitária, sem tratá-las como equivalentes.
  3. Validação em mercados: realizar experimentos de escolha e pilotos para estudar confiança, autenticidade percebida, intenção de compra e disposição a pagar, incorporando possíveis efeitos indesejados.

Universidades e centros de pesquisa podem contribuir com metodologias, equipes interdisciplinares e avaliação. As fundações podem contribuir para o fortalecimento de capacidades, a participação territorial, o financiamento de estudos e o acompanhamento de pilotos.

Participação indígena e conhecimento compartilhado

A colaboração proposta contempla consentimento livre, prévio e informado, acordos de uso de dados, atribuição e devolução de resultados, com participação indígena nas decisões substantivas. A pesquisa deve contribuir para gerar valor econômico e fortalecer a autoridade cultural de quem legitima o Selo.

Impacto que buscamos construir

Buscamos fortalecer o reconhecimento da origem, a confiança dos compradores, a diferenciação comercial e as oportunidades para empresas e comunidades indígenas. Os resultados serão publicados quando existirem estudos e pilotos com evidência verificável; atualmente são apresentados como objetivos do projeto.

Vamos construir uma agenda de trabalho

Se sua universidade, centro de pesquisa ou fundação quer contribuir para o desenvolvimento e validação do Selo Indígena, vamos conversar sobre uma agenda de colaboração, pesquisa e pilotos territoriais.

Propor uma colaboração →

Conhecer a proposta de origem no Mercado Indígena →